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Em 1985, a Fundação suíça
Terre des hommes, implementa no Brasil um programa de
adoção tardia e inter-racial de crianças
e adolescentes que se encontravam em instituições
de abrigo, na época chamados orfanatos. O programa,
coordenado pela hoje diretora executiva da ABTH,
Claudia Cabral – realizava adoções
internacionais de crianças acima de cinco anos
de idade, na sua maioria negras e muitas delas com comprometimento
físico ou mental que não encontravam colocação
em famílias substitutas brasileiras.
Durante esta trajetória, se percebe que 80% do universo de crianças institucionalizadas no Brasil possuíam algum tipo de vínculo familiar que poderia ser resgatado, garantindo assim, a manutenção dos vínculos de origem e o direito a convivência familiar e comunitária, melhor ambiente para o desenvolvimento e a formação de toda criança. Desta forma, em 1992, o projeto volta suas atenções também para as famílias de origem e se dá o início do trabalho de reintegração familiar.
Em 1997, é fundada a Associação Brasileira Terra dos Homens - ABTH, que passa a ter autonomia jurídica e buscar novos parceiros para suas ações. Com isso, amplia sua área de atuação passando a oferecer formação profissional para o atendimento á crianças e adolescentes e a representar a sociedade civil nas esferas políticas e de direitos. Através da difusão de metodologia e da defesa de direitos, aumenta a abrangência das atividades e os resultados atingidos, influindo efetivamente em políticas públicas e no sistema de atendimento prestado á criança e ao adolescente.
Em todo o curso da ABTH, o entendimento é
de que é preciso atender a criança, considerando
o contexto em que está inserida. Sua família,
sua comunidade. É preciso investir no fortalecimento
da família, para a reversão da situação
de violação de direitos de crianças
e adolescentes vivendo nas ruas, em abrigos e vítimas
de violência doméstica.
Ao longo da execução dos projetos, todas
as experiências da ABTH são sistematizadas,
constituindo publicações metodológicas
que pudessem difundir e replicar a atuação
em âmbito nacional.
No ano de 2003, a ABTH é certificada
como entidade de Utilidade Pública Federal. Em
2006 é certificada como entidade de Utilidade
Pública Estadual e Beneficente de Assistência
Social.
Em dez anos de atuação mais de 11.000
crianças e adolescentes e 4.000 famílias
já foram beneficiados diretamente por meio dos
projetos da ABTH. Através da capacitação
de profissionais que atuam na área da infância
e juventude do Brasil, cerca de 18.000 crianças
e adolescentes foram beneficiados indiretamente.
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