Promover o direito à convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes com direitos violados, investindo na valorização e no fortalecimento de suas famílias e comunidades.

História de vida

Neste espaço procuramos sempre contar uma história de vida para exemplificar nossa forma de atuação. Nosso trabalho consiste no cumprimento de nossa missão que é promover o direito à convivência e comunitária de crianças e adolescentes com direitos violados, investindo na valorização e no fortalecimento de suas famílias e comunidades.

Um dos segmentos do trabalho realizado compreende o atendimento psicológico, social e econômico (psicossocial) a crianças, adolescentes e suas famílias. As visitas domiciliares realizadas por uma dupla de profissionais formada por um psicólogo um assistente social são necessárias para fazer um mapeamento das demandas de cada núcleo familiar. Esse tipo de intervenção direta dos profissionais na vida das famílias é fundamental para favorecer os laços familiares, estimular o exercício da autonomia e da competência dos responsáveis, promover a reintegração e a manutenção das crianças e adolescentes em suas famílias, além de facilitar a identificação e o estreitamento da relação das famílias com a rede de serviços.

Para a dupla de profissionais que realiza o atendimento psicossocial, felicidade é ver uma família atendida conseguindo se reestruturar depois de passar por uma situação difícil. É isso que vamos mostrar com a história a seguir.

Rita*, de 37 anos, mãe de 4 filhos, Marcela*, de 09 anos, Mara*, de 05 anos, Diogo*, de 04 anos e Alessandra*, de 01 ano e 3 meses, é moradora da comunidade da Mangueirinha e catadora de material reciclável na região de Duque de Caxias/RJ. Por passar muito tempo nas ruas por conta de sua profissão, ela deixava os seus filhos em casa sobre cuidados da sua filha mais velha, na ocasião com 06 anos.

A equipe técnica convidou Rita para participar do Programa Raízes Locais, mas deixando claro algumas regras como manter seus filhos na escola, não deixar as crianças sozinhas sem a companhia de um adulto responsável e participar das reuniões dos grupos de famílias atendidas pelo programa. No início, Rita apresentou resistência em participar do programa, mas posteriormente aceitou o convite da equipe. Já nos primeiros contatos com o grupo de famílias e os técnicos da Terra dos Homens, no que se refere às suas expectativas, demonstrou-se estar otimista e integrada, passando a freqüentar com assiduidade as atividades, inclusive as oficinas ofertadas pelo eixo de trabalho Geração de Renda, onde as mães aprendem técnicas básicas para a produção de peças artesanais, tais como decoração de chinelos, biscuit, etc.

O trabalho realizado pela equipe junto à família da Rita a fez perceber, ou seja, notar uma possível rede de apoio fora de seu núcleo familiar como, por exemplo, contar com a ajuda de uma tia, uma prima ou uma amiga para ficar com as crianças, no período da sua ausência. Após a redefinição desta percepção, Rita conseguiu cuidar de sua casa e de seus filhos numa outra perspectiva.

Hoje, Rita trabalha informalmente vendendo sacolés de frutas e chinelos decorados para a vizinhança, viabilizando a geração de renda em prol de sua família. Três de seus filhos, com exceção do mais novo, estão matriculados em escolas locais.

*Os nomes mencionados são fictícios para preservar a identidade das famílias.

Todas as fotos que ilustram o site são de crianças, adolescentes e famílias atendidas pela ABTH Av. General Justo, 275 - sala 518 CEP: 20021-130 - Centro / Rio de Janeiro - Tel.: (21) 2524-1073 Enviar e-mail Desenvolvido por R&K Sistemas Web