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A história de T., 25 anos, é como a de muitos outros brasileiros e pode servir de exemplo para outros tantos. Filhade dependente química, baixa escolaridade,mãe aos 18 anos de idade e vítima de violência do primeiromarido, as adversidades não a impediram de sonhar.
T. começou a freqüentaras ruas próximas à Centraldo Brasil aos 14 anos, depois que sua avó morreu e suatia, sua então responsável, passou a explorar seus serviços domésticos. Perce biaque vender doces e pedir dinheiro nas ruas erauma forma possível de garantir sua sobrevivência.Mesmo após onascimento dos três filhos(7, 5 e 2 anos) manteve esta forma de subsistência. Os doisfilhos mais novos, R. e J. a acompanhavam,já queT. não tinha comquem os deixar. Nos períodosem quenão estava nas ruas,fazia a limpeza do casarão invadido por diversasfamílias, onde passava as noites. Às vezes ganhava por isso.
Encaminhada pela instituiçãoExcola, instituição parceira da Terra dos Homens que trabalha na abordagem depopulação de rua, T. ingressou no ProjetoNovos Rumos emnovembro de 2007. Novas perspectivas desustento apontaram alternativas para a chamada “dependência da rua”.Como o interesse porcursos de cabeleireirojá existia, T. aproveitou o subsídio oferecido pelo projeto para o desenvolvimentoda autonomia e investiu em materiais de trabalho comoprancha, secadore escovas.
Hoje, matriculada em um curso formal de cabeleireiro,atende suas clientes em casa. O trabalho de diarista no casarão tornou-se mais regular e jáé possível um pequeno planejamento mensal. Os filhos,R. e J., freqüentam a creche pública e não mais as ruas. Já M. moracom a tia que, por meio do atendimentopsicológico e social, tem apresentado avanços na sua forma de se relacionar em família. Com cinco meses de projetopela frente,novos rumosainda vão surgirna vida de T.
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